Crianças com dislexia têm dificuldade em diferenciar a língua falada de outros ruídos
Escrito por David Maldonado   
Sáb, 31 de Julho de 2010 23:19

Dentro da sala de aula os sons se misturam: conversas em voz alta, barulho de papel e arrastar de cadeiras, e, ainda assim, a maioria das crianças consegue acompanhar a voz do professor. Porém, para vários alunos com dificuldades de leitura isso não acontece. O que foi dito se perde em meio ao barulho, e eles não conseguem distinguir todos os outros sons a sua volta.

Segundo neurocientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, a raiz do problema está no tronco encefálico: em crianças disléxicas essa área aparentemente não reage bem. Os pesquisadores estudaram 30 crianças com idade entre 8 e 13 anos, das quais metade sofria de distúrbios de leitura.

Os participantes assistiram a um filme escolhido por eles ao mesmo tempo que ouviam a sílaba “da” no fone de ouvido. Com a ajuda de eletrodos os pesquisadores registraram a atividade cerebral das crianças. Em um segundo teste, os voluntários repetiam frases inteiras que lhes eram ditas, e o volume do barulho que estava ao fundo, usado para distraí-los, aumentava gradativamente.

Os resultados foram os esperados: apesar de todas as crianças terem se concentrado no filme, o cérebro dos voluntários sem distúrbios percebeu a sílaba pronunciada com grande exatidão, fato percebido pela linearidade do padrão no eletroencefalograma (EEG). Em crianças com dislexia, esse sinal não ocorreu e o desempenho no segundo teste foi pior do que nas demais.

O tronco encefálico funciona como primeiro ponto de conversão de sinais acústicos depois que o ouvido interno transformou as ondas sonoras em impulsos elétricos. Crianças disléxicas aparentemente têm nesse estágio inicial do processamento sensorial problemas relevantes para diferenciar a fala de outros ruídos ambientes, explica o neurocientista Bharath Chandrasekaran, coordenador do estudo.

Essas descobertas podem explicar o resultado de outros estudos que demonstraram que a dislexia muitas vezes surge associada a uma percepção acústica ruim da fala. Os pesquisadores sugerem que os professores podem ajudar crianças com esse distúrbio: alunos disléxicos deveriam sentar-se na frente do professor para acompanhar melhor a explicação e, em casos mais graves, usar aparelho auditivo adaptado.

Fonte: Viver, Mente e Cérebro

 
O Efeito Mozart
Escrito por Roberto Lent   
Ter, 13 de Julho de 2010 22:18

Um primeiro experimento feito com essa perspectiva foi publicado em 1993 na revista Nature, e ficou conhecido como “efeito Mozart”. Os autores do estudo sustentaram que estudantes universitários expostos à música erudita por breves períodos de tempo (Mozart, especialmente) melhoravam suas habilidades de raciocínio espacial, também temporariamente. Os resultados causaram sensação, na época, mas jamais foram reproduzidos por grupos independentes de pesquisadores.

Mais recentemente, as tentativas de reproduzir esse efeito empregaram tempos maiores de exposição e treinamento musical ativo. Neste caso, alguns resultados mais animadores começaram a aparecer. Em 2004, o grupo de E. Glenn Schellenberg, da Universidade de Toronto (Canadá) relatou que crianças participantes de um programa de treinamento musical durante um ano apresentavam um aumento do seu QI, em comparação com crianças que não participaram do treinamento.

É verdade que o QI costuma ser criticado como medida comparativa da inteligência. No entanto, no estudo em questão, o mesmo teste era realizado longitudinalmente nas mesmas crianças, antes e depois do treinamento.

A transferência distante ainda é um fenômeno mal demonstrado, e a busca por demonstrá-lo atrai o interesse dos neurocientistas e psicólogos, pela sua óbvia repercussão em educação.

Será que chegaremos algum dia a poder orientar os sistemas educacionais segundo princípios científicos, mais do que segundo a nossa intuição de pais e professores?

Roberto Lent
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 
O uso da música com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem
Escrito por Patrícia Maldonado   
Seg, 17 de Maio de 2010 09:24

A música expressa emoções. Sabemos que as crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem, apresentam também dificuldades em lidar com suas emoções. Usando a música como objeto facilitador de aprendizagem e de expressão das emoções “contidas”, seria possível auxiliar o processo de ensino-aprendizagem de forma global nas crianças.

A partir do pressuposto de que a música envolve ritmo, melodia e harmonia, e também, habilidades físico-motoras, emocionais e cognitivas, os processos primários de aprendizagem (físico-motor) podem ser relacionados com o ritmo, e secundários (habilidades mais complexas, tais como sentimentos/emoções e raciocínio/cognição) podem ser relacionadas com a melodia e a harmonia, sendo assim através da música é possível analisar esses processos, tornando-a um objeto facilitador.

Leia mais...
 
Vai improvisar? Desligue o córtex pré-frontal!
Escrito por David Maldonado   
Sex, 30 de Abril de 2010 16:23

Você estudou piano durante anos: lê partituras com facilidade, toca com destreza e boa interpretação. Então, um dia decide... improvisar: inventar melodias e ritmos por conta própria, com base nas suas próprias experiências, emoções e memórias, e enviá-las aos dedos. Deveria ser fácil: afinal, com anos de prática, seu cérebro conhece perfeitamente bem os sons das notas sem precisar ouvi-las, e sabe encadeá-las com perfeição.

E no entanto, improvisar pode se mostrar terrivelmente difícil às primeiras tentativas. Por que? De acordo com Charles Limb e Allen Braun, pesquisadores do National Institutes of Health norte-americanos, não é porque a criatividade exija a ativação de alguma outra parte não treinada do cérebro. Aliás, pelo contrário, hoje se acredita que a criatividade depende da capacidade de usar as mesmas partes do cérebro que são responsáveis pelos sentidos, pela memória, pelo reconhecimento de padrões – mas de formas diferentes, inusitadas.

Leia mais...
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 Próximo > Fim >>

Página 1 de 4

Enquete

Como você conheceu o nosso portal?
 

Parceiros

APEMESP - Associação dos Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo
UBAM - União Brasileira das Associações de Musicoterapia

Quem Está Online

Nós temos 1 visitante online

Estatísticas

Membros : 8
Conteúdo : 74
Links da Web : 6
Acessos : 77009