A estimulação precoce tem o objetivo de desenvolver e potencializar, através de técnicas específicas, as funções corporais do bebê, beneficiando a linguagem, afetividade, a motricidade, entre outros. Um bebê bem estimulado aproveitará sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma mais simples, rápida e intensa.

Para entender este processo, é necessário que entendamos primeiro, como é o processo de desenvolvimento da criança. Todos os processos adaptativos ao ambiente, demandam a coordenação de diversas estruturas cerebrais, físicas e fisiológicas. Durante o desenvolvimento e crescimento da criança, este processo irá ocorrendo naturalmente, de acordo com a sua estrutura física, comportamental e ambiental.

Ao caminharmos, por exemplo, executamos uma leitura global do ambiente, percebida pelos nossos órgãos sensoriais (visão, audição e tato, por exemplo). A estimulação precoce auxilia no processo de aprendizagem, fazendo com que bebês possam experimentar diversas situações (atividades) das quais ele possa vir a se desenvolver de uma forma mais natural.

O processo de estimulação precoce visa, por meio de atividades ambientais, auxiliar o processo de maturação física do bebê. Este processo ocorre por meio de uma avaliação terapêutica das capacidades globais da criança. Para crianças com algum tipo de comprometimento, a estimulação passa a ser essencial, pois gradativamente o terapeuta estimulará a criança, para que objetivos sejam atingidos. Os objetivos variam para cada criança, e estão ligados ao repertório mínimo que cada uma consegue realizar, bem como a projeção do seu desenvolvimento.

São considerados de risco todos os bebês susceptíveis a qualquer desvio de desenvolvimento neuropsicomotor decorrente de determinantes pré, peri e pós natais. Não são apenas os fatores somáticos que determinam o bebê de risco, mas também ambientais nos períodos de desenvolvimento do bebê, que podem provocar déficits nos aspectos motores, sensoriais, mentais e emocionais (Perez-Ramos, 1992; Bredariol, 1999 apud Formiga, 2012).

Dez principais critérios para acompanhamento do recém-nascido (FORMIGA, 2012):

 

Quando estimular um bebê na musicoterapia

Estudos atuais mostram que os bebês têm uma alta sensibilidade para os sons, e são capazes de processar estímulos auditivos. Tal resposta indica que o bebê, na sua mais tenra idade (cerca de 1 ou 3 dias do puerpério) apresenta uma arquitetura neurológica funcional responsiva à percepção da música. Ainda, o bebê tende a apresentar uma resposta emocional, devido à distinção muito precoce que faz de um som consonante de outro dissonante (PERANI et al., 2010). Bebês com 4 meses de idade são capazes de distinguir o som de uma guitarra em contraste com o de uma marimba. Portanto, se a música é uma habilidade que pode englobar tanto as funções inatas, quanto os elementos adquiridos através da experiência sonora e musical, presentes desde o período pré-natal, onde o bebê está exposto a vários estímulos sonoros, ela pode ser desenvolvida e o bebê pode ser estimulado através de um processo de intervenção precoce.

Desta forma eles desenvolverão habilidades cognitivas, comunicativas, emotivas, sociais, motoras e bem estar.

Prematuridade segundo a OMS
Pré-termo com baixo peso