Um garoto de 13 anos abusou de sua colega de classe, depois de ambos assistirem a uma aula de educação sexual. O caso aconteceu na escola secundária da cidade de Gwynedd, no País de Gales. As lições de educação sexual são obrigatórias no Reino Unido a partir dos 11 anos.

O rapaz, agora com 15 anos, admitiu o estupro durante uma audiência no Tribunal de Menores de Dolgellau, em meados de novembro. Ele contou que, após uma aula de educação sexual, levou a moça a um lugar isolado, onde eles discutiram o que tinham acabado de aprender sobre relação sexual. Então, ele perguntou à garota se ela queria “tentar um sexo”. Embora a jovem dissesse repetidamente que “não”, o estudante segurou-a e praticou o estupro. Após o ataque, o rapaz friamente teria dito: “Você pode ir agora”.

O ataque veio à luz dois anos após o incidente, que aconteceu em 2012, quando uma enfermeira da escola percebeu que a garota parecia perturbada. Questionada se havia acontecido alguma coisa, a adolescente contou-lhe sobre o estupro. A polícia procedeu a uma investigação, mas o rapaz alegou que a garota tinha consentido no ato. Recentemente, porém, o jovem fez uma confissão completa, dizendo que tinha forçado a garota. O fato aconteceu quando ele tinha acabado de completar 13 anos de idade.

O juiz Andrew Shaw disse que, como o caso estava sendo tratado por um tribunal de menores, as opções de punição eram limitadas. Ele colocou o garoto em uma ” referral order” [*] por 12 meses e registrou o seu nome na lista de agressores sexuais por 30 meses. Andrew Shaw sublinhou que, dada à sua idade, a garota sequer podia consentir em uma relação sexual. O rapaz foi advertido e deverá “dizer à polícia onde vive e onde está pelos próximos dois anos e meio”.

A notícia reacendeu no Reino Unido o debate sobre a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Katie Russell, porta-voz do serviço Rape Crisis, disse que “o fato de o incidente ter acontecido depois de uma aula de educação sexual” é preocupante. Na Inglaterra, as aulas sobre “sexo e relacionamentos” envolvem ensinar às crianças temas como reprodução, a chamada “saúde sexual” e métodos de contracepção. As classes são compulsórias e os aspectos biológicos da sexualidade são parte do currículo nacional para as ciências.

A discussão chegou ao próprio Parlamento britânico. Após um discurso de Diana Johnson, do Partido Trabalhista, pedindo mais educação sexual nas escolas, o deputado Philip Davies respondeu enfaticamente: ” Nós devemos tentar ter menos educação sexual – ou, até melhor, nenhuma educação sexual, absolutamente!”. O parlamentar do Partido Conservador é a favor de que os pais cuidem da instrução de seus filhos nesses temas, ao invés do Estado.

A grande preocupação da mídia britânica – e do próprio Davies –, no entanto, parece estar reduzida à “gravidez na adolescência”. O deputado de Shipley apontou a educação sexual como causa do problema. Então, os jornalistas se apressaram em mostrar que a Holanda, a Suécia e não se sabe mais que país – pioneiros na tal educação sexual – têm este e aquele índice reduzido de mães adolescentes. E a defesa dos países progressistas é feita “de boca cheia”, como se o que estivesse em jogo fosse o “controle de natalidade”, e não a inocência e a integridade dos jovens!

Ora, não há dúvidas de que a gravidez precoce é um problema (especialmente porque, quase sempre, ela acontece desvinculada da realidade familiar). Pior, no entanto, seria pensar que tudo pode ser resolvido com algumas classes de “perversão” sexual e umas instruções ou outras sobre preservativos. É preciso ser realmente muito miserável para achar que a salvação da sexualidade humana está em uma capa de látex!

– O que fazer, então? – Bem, muito simples! Educar as pessoas na e para a família! Dar aos pais, em primeiro lugar, a responsabilidade por formar os seus filhos; e, ao invés de ficar ensinando modos de buscar prazer ou posições para fazer sexo – como se o ser humano fosse um animalzinho a adestrar –, mostrar às pessoas o valor e a importância da família, da paternidade e da maternidade, das relações duradouras, maduras e responsáveis!

Ou se aceitará tranquilamente que o Estado “deforme” as crianças e os adolescentes? O que farão os pais, por exemplo, a respeito de máquinas de camisinhas colocadas nos colégios? Ou de materiais “educativos” indecentes, ensinando os alunos como se masturbarem, como começarem uma relação sexual – ou como escolherem seu “gênero” ou “orientação sexual”? É claro que os bons pais de família não querem conteúdos desse tipo no currículo escolar de seus filhos e filhas – nem que estas corram o risco de ser abusadas por causa de uma educação sexual permissiva e absolutamente irresponsável.

Para combater o perigo, no entanto, é preciso agir. Vigiar constantemente aquilo que as crianças recebem nos colégios e protestar ativamente contra os materiais pornográficos que são muitas vezes despachados nas salas de aula é um ótimo começo. Se os pais não cuidarem de seus filhos, o Estado cuidará… e da pior maneira possível.

Com informações de LifeSiteNews.com | Por Equipe Christo Nihil Praeponere